22 janeiro 2011

Há poesia em Riachos


Foi criado há menos de um ano e fez as delícias do público que assistiu às comemorações do décimo aniversário da União das Colectividades e Associações do Concelho de Torres Novas. O Grupo de Poesia do Núcleo de Arte Riachense, de Riachos, Torres Novas, tem 15 elementos e no primeiro sábado de cada mês organiza tertúlias de poesia.

“O objectivo é tirar a poesia das gavetas”, esclarece a impulsionadora da ideia, Lúcia Perdigão, considerando que poetas riachenses são todos aqueles que gostam de escrever ou declamar poesia, mesmo que não tenham nada publicado. “Têm-se feito grandes descobertas”, comenta, referindo que numa ocasião descobriu que uma colega sua escrevia poesia na sala de espera do Centro de Saúde.

Lúcia Perdigão comenta que a ideia de criar este grupo surgiu do facto de encontrar em vários encontros de poesia poetas de Riachos. “Há imensos encontros de poetas por aí e eu encontrava sempre poetas riachenses”. E nem sempre é dado o devido valor à poesia, refere. Numa música, por exemplo, indicam sempre o nome do compositor e do cantor e quase nunca o do poeta.

Por vezes, as sessões no espaço do Núcleo de Arte Riachense juntam apenas família e amigos, outras vezes curiosos. Tem havido sempre pessoas interessadas em declamar poesia e as tertúlias são abertas a todos os que desejem participar, mesmo que não sejam de Riachos.

As sessões não se ficam pela simples leituras de poemas. Os textos são também debatidos entre o público. “Por vezes há discussão até em demasia”, comenta rindo Lúcia Perdigão. O próximo encontro deste grupo de poetas é no dia 5 de Fevereiro, sábado, pelas 21h00. O autor convidado será Diamantino Almeida, poeta de Riachos.
Cláudia Gameiro O MIRANTE.

RAN - Rede de Arte Nacional , Expõem no Torres Forum


A 1ª colectiva da RAN, está patente ao público
no Torres Forum - Torres Novas
de 19 de Janeiro e até 21 de Fevereiro .
Visite a exposição !

21 janeiro 2011

A LIGA DOS AMIGOS DO HOSP. TORRES NOVAS DEU UMA AJUDA

TORRES NOVAS - Serviço de Pediatria não abre... mas há dinheiro para carros topo de gama


O Serviço de Pediatria da Unidade Hospitalar de Torres Novas vai realizar, na próxima quinta-feira, uma iniciativa de angariação de fundos para apetrechar um espaço, criado há poucos meses, que necessita de ser dotado com equipamentos que permitam o seu normal funcionamento. A discoteca «Emotion», em Torres Novas, vai ser o palco desta acção, que irá contar com participações de artistas reconhecidos no panorama nacional, como Ruy de Carvalho, José Cid, Carlos Alberto Moniz, Pedro Barroso, entre outros. A entrada tem um custo de 10 euros, valor que irá reverter para essa causa.

Ermelinda Júlia, directora do Serviço, em declarações à Hertz, quis sublinhar a importância desta iniciativa e não deixou de dirigir criticas aos nossos governantes pelos cortes numa área vital como a saúde: «Fechar serviços parece ser a medida de poupança escolhida... O Hospital diz que não há dinheiro, que está em contenção rígida e que a tutela não deixa. A obra está feita mas não há dinheiro para a apetrechar com material necessário. É uma pena gastar-se tanto dinheiro na obra, que ficou tão bonita e que é tão necessária para oferecermos condições de qualidade. As crianças merecem essas condições! Mas por causa de uma bagatela, mais ou menos o preço de um carro topo de gama que por aí circula, não se avança. Quer dizer, o grosso do dinheiro está investido... mas agora o espaço não abre. É o valor de um carro topo de gama que vejo circular no Centro Hospitalar. E depois dizem-me que não há dinheiro e vai daí corta-se nos ordenados, no pessoal, enfim... A Liga de Amigos deu um passo enorme ao fazer uma oferta ao Serviço, tal como a Câmara Municipal, cujo presidente se prontificou a colaborar com alguma coisa. Há um compromisso em ajudar. Vamos todos à Emotion, que irá receber esta missão de solidariedade. As entradas, de dez euros, vão reverter para os Serviços de Pediatria».

2011-01-21 18:16:13 (RÁDIO HERTZ)

Mais uma exposição do NAR, em Riachos


Amélia Pinheiro expõe na Galeria do Museu Agrícola de Riachos
O Núcleo de Arte de Riachos inaugura no Sábado, dia 5 de Fevereiro, pelas 15h30, na Galeria das Artes do Museu Agrícola de Riachos, uma Exposição individual de Pintura de Amélia Pinheiro, intitulada “Experiências”.
A mostra da artista torrejana estará patente ao público de 5 a 28 de Fevereiro, podendo ser visitada no horário do Museu Agrícola: de Segunda a Sexta-Feira das 9h00 às 12H30 e das 14h00 às 17h00. Aos Domingos das 15h00 às 17h00.
Amélia Pinheiro, é natural de Torres Novas, nasceu em 1946 e possui o Curso de Formação Feminina. Foi funcionária do Cartório Notarial de Torres Novas e, neste momento, encontra-se aposentada. É elemento do Choral Phidellius de Torres Novas desde 1960. Frequentou o Curso de Desenho e Pintura de Álvaro Torrão na década de sessenta.
Recomeçou o seu sonho de desenho e pintura em 1999 no atelier do pintor torrejano Luís de Sá, sob o patrocínio da Câmara Municipal de Torres Novas e, em 2003, acompanhou o mesmo pintor no atelier da Equospolis, na Golegã.
Em 2006 passou para o atelier de pintura do Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha sob a orientação do pintor Carlos Vicente, onde ainda continua.
É membro do Núcleo de Arte de Riachos desde 2010.
Amante de desenhar e pintar a natureza conforme ela se apresenta aos seus olhos, tem neste momento mais de uma centena de trabalhos realizados, quase todos pintados a óleo, de paisagem, natureza morta e figura humana, tendo ultimamente começado a pintar a acrílico.
Pinta com amor e cada quadro é para si como um filho de quem tem muita dificuldade em separar-se.
Já realizou algumas exposições individuais e participou em inúmeras colectivas, nomeadamente em: Torres Novas, Tomar, Constância, Vila Nova da Barquinha, Cambra – Vouzela, Santiago de Compostela, Atouguia da Baleia, Riachos, Vouzela, Viseu e Golegã.

CDTN: site está novamente activo


O site oficial do Clube Desportivo de Torres Novas já foi novamente rearmado e surgiu agora com mais conteúdos. A direcção do clube colocou à disposição dos sócios e simpatizantes algumas informações sobre a prestação da equipa principal no campeonato distrital, bem como referências a compromissos seguintes das várias equipas dos diversos escalões de formação. O historial, os estatutos, as figuras, presidentes, dirigentes e os links para os contactos das diversas secções do clube voltaram também a estar online.
Por: Jornal Torrejano, em: 19-01-2011 11:22:58

20 janeiro 2011

As nossas colectividades e associações (4)

MOVIMENTO ASSOCIATIVO POPULAR
a maior força do voluntariado em Portugal


ACTIVIDADES ANO 2011

CARNAVAL - 07/03
MÚSICA AO VIVO Prova de fogo - 19/03
MUSICA AO VIVO - The Peorth - 07/05

Acção de sensiblização com a ASAE


No próximo sábado, 22 de Janeiro, na Sede da CPCCRD, em Lisboa, realiza-se uma acção de sensibilização com técnicos da ASAE. A UCATN e outras colectividades do Concelho de Torres Novas vão estar presentes.

(foto ilustrativa)

Basquetebol: Zona Alta tem equipa campeã distrital


Para se sagrar campeã distrital a equipa de basquetebol feminino da Zona Alta (sub-19) tinha que vencer o derradeiro jogo do campeonato, frente ao Santarém Basket, a única equipa com quem havia perdido. A formação da capital de distrito, por sua vez, não tinha qualquer derrota na prova. No jogo da primeira volta as torrejanas tinham perdido por nove pontos de diferença e, nesse sentido, a vitória por si só não bastava no último jogo, que se disputou no sábado à noite, no palácio dos desportos.

A Zona Alta tinha que vencer por uma diferença de pelo menos 10 pontos, e conseguiu uma vitória por 11 pontos de diferença, conquistando assim o título distrital. A Zona Alta entrou a 200 km/h no jogo e ao cabo do primeiro período já vencia com uma confortável margem 18 pontos (28-10). As escalabitanas conseguiram no restante tempo de jogo reduzir a diferença, em alguns momentos, e a sete segundos do fim a vantagem era de apenas 9 pontos.

Uma falta a favor da Zona Alta levou Joana Canastra para a linha de lance livre, encestou as duas bolas e aumentou a vantagem para 11 pontos. Nos segundos finais o Santarém Basket não acertou com o ataque e viu as torrejanas levarem o caneco.

Por: Jornal Torrejano, em: 15-01-2011 23:43:10

Clube de Campismo Torrejano- Baile no Parque

Noites anos 60' Música para dançar às 21H30

17 janeiro 2011

Está a chegar o 27º Curso de Formação Geral para o Voluntariado!

27º Curso de Formação Geral para o Voluntariado!

14 de Fevereiro a 16 de Março


**Inscrições a 1 e 2 de Fevereiro


** A finalidade desde curso é promover o voluntariado através da reflexão e debate de temáticas associadas como solidariedade, desenvolvimento e cidadania, pretendendo-se também:

Contribuir para a tomada de consciência crítica da sociedade actual;

Reconhecer o voluntariado como um instrumento de participação e de exercício de uma cidadania activa;

Integrar os formandos em acções e programas de voluntariado;


** A metodologia de formação assenta na realização de dinâmicas, apelando à participação de todos, como forma de enriquecer a formação e a reflexão que se pretende promover em torno de temáticas que assumem uma grande importância nos dias de hoje.


** Temas abordados:
Desigualdades e Assimetrias;
Solidariedade;
Desenvolvimento;
Participação e Cidadania;
Exclusão Social;
Voluntariado (Conceito e Legislação);
Motivações para o Voluntariado.


** O curso tem a duração de 25h, distribuidas em 10 sessões de 2h30.


** Funcionará às 2ªs e 4ªs no horário das 20h00 - 22:30h.


As inscrições irão realizar-se no ISU (Travessa do Possolo, n.º 11, 3º) nos dias 1 e 2 de Fevereiro entre as 18h00 e as 20h30

** Documentos Necessários para a inscrição:
Fotografia
Fotocópia do cartão de contribuinte e do B.I.
Curriculum Vitae
Comprovativo de situação de estudante/ desempregado (para beneficiar de preço especial)

** O pagamento do curso é efectuado no acto de inscrição.
** As inscrições têm carácter presencial, por ordem de chegada.
** Número de vagas limitado

** Taxa de inscrição:

Estudantes (até aos 26 anos inclusive) e Desempregados € 40
Público em Geral € 60


** Para informações adicionais, contacte-nos através do 213957831 ou cfv@isu.pt


**ATENÇÃO

A conclusão deste curso é um pré-requisito para a inscrição na Formação Específica Nô Djunta Mon que dá acesso a projectos de Voluntariado em África, a iniciar em finais de Março de 2011. Para mais informações contacte: nodjuntamon@isu.pt

16 janeiro 2011

As nossas colectividades e associações (3)

MOVIMENTO ASSOCIATIVO POPULAR
a maior força do voluntariado em Portugal


Nova direcção dos Bombeiros tomou posse

O General Lemos Caldas, na qualidade de presidente da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Torrejanos, deu posse à nova direcção dos Bombeiros, conduzida novamente pelo Professor Arnaldo Santos. A cerimónia realizou-se nas instalações dos bombeiros, na segunda-feira, dia 10.

Objectivos para o mandato

Pretende a nova direcção que continue a existir uma boa cooperação com o Comandante do Corpo de Bombeiros, para encontrar as melhores soluções para as necessidades operacionais. Que a aposta na formação continue a acontecer, prometendo a direcção dar o seu contributo para que aconteça o alistamento de novos elementos. Nos meios operacionais será dado destaque aos equipamentos de protecção individual e aos veículos de socorro. Por fim expressou a vontade de ver iniciada a obra do novo quartel, pois, como afirmou, o quartel «não reúne hoje, como já não reunia há dez anos, as condições suficientes para o Corpo de Bombeiros».

Pede o Presidente dos Bombeiros que o “Estado Local”, a autarquia, responsável pela Protecção Civil do Concelho, dê uma resposta «célere e atempada às responsabilidades e compromissos assumidos no âmbito das suas competências e atribuições».

Queixou-se Arnaldo Santos de que a Câmara não se tem portado bem para com os Bombeiros, justificando, «Não é forma correcta de cooperação aguardar a Associação decisões de 2008, liquidação de facturas desde 2007, liquidação das responsabilidades na Equipa de Intervenção Permanente desde Abril de 2010, um ano de atraso na liquidação das comparticipações mensais, tudo nos termos dos acordos e protocolos celebrados». E por fim rematou, «não é aceitável protelar a decisão sobre o Quartel dez anos sucessivamente».

Luís Miguel Lopes (O Almonda)

NAR 1º. Aniversário


15 janeiro 2011

10º. Aniversário da UCATN - As Comemorações .



O 1º Presidente da UCATN (Francisco Canais Rocha) por motivos de doença não pode participar na homenagem :
A Confederação de Colectividades- CPCCRD, distinguiu Francisco Canais Rocha com o galardão "Instrução e Arte "



E cantaram-se os Parabéns

As nossas colectividades e associações (2)

MOVIMENTO ASSOCIATIVO POPULAR
a maior força do voluntariado em Portugal






No dia 14 começou Fase Final do Campeonato Distrital de Basquetebol - Sub 16 Femininos



A equipa da Zona Alta aqui a ganhar à equipa adversária!

14 janeiro 2011

Sessão de Apresentação da Plataforma Mais Futuro

A UCATN e as presidenciais


As nossas responsabilidades sociais e cívicas não permitem que nos alhiemos do momento político que vivemos, na base da participação democrática, nas suas diversas formas.

Assim e no caso concreto do processo eleitoral para a Presidência da República, APELAMOS AOS DIRIGENTES ASSOCIATIVOS, ASSOCIADOS E DEMAIS CIDADÃOS PARA QUE NO DIA 23.JAN.2011, EXERÇAM O SEU DIREITO DE VOTO.

Na Casa do Benfica, em Torres Novas

11 janeiro 2011

Exposição no Átrio do Hospital de Torres Novas

A Liga dos Amigos do Hospital de T. Novas
apresenta quadros de AIDA GUIMARÃES

Acção de sensiblização com a ASAE

Para dirigentes associativos
Lisboa, 22 de Janeiro

Concerto de REIS - Choral Phydelius


Decorreu no passado Sábado dia 8 de janeiro , na Igreja do Carmo, o tradicional CONCERTO de REIS do Choral Phydellius.
Tiveram participação:- O coro juvenil; O quarteto phydellius; A Camerata; O Duo de Fliscorne e Marimba e O coro Adulto .
Excelentes horas de música para os apreciadores da divina Arte
J/cV



E o Templo foi Pequeno para acolher tanta gente !

08 janeiro 2011

As nossas colectividades e associações (1)

MOVIMENTO ASSOCIATIVO POPULAR
a maior força do voluntariado em Portugal



Montepio Nossa Senhora da Nazaré: novos Órgãos Sociais


Lista dos órgãos sociais para o biénio 2010-2011
Eleitos a 17 Dezembro de 2010

Assembleia Geral
Presidente: António Mário Carvalho Lopes dos Santos
1º Secretário: Nuno Filipe Silva Guedelha
2º Secretário: Isabel Maria Rodrigues Pedro

Direcção
Presidente: Carlos Trincão Marques
Vice-Presidente: António José da Silva
Secretário: João José Lopes
Tesoureiro: Francisco José Rodrigues
Vogais:
José Alberto Rodrigues Borralho
Vera Cláudia Pires Bento
Luís Alberto Duarte Martins

Conselho Fiscal
Presidente: Jorge Manuel Duarte Pinheiro
Secretário: Fernando Marques Emílio
Relator: Fernando José Vicente Costa

Suplentes
Direcção
Presidente: José Nicolau Gomes Faria
Vice-Presidente: Emídio Ferreira Martins
Secretário: José Carlos Dias Conde
Tesoureiro: Maria Ana Sentieiro de Oliveira Marques Mendes
Vogais:
Maria Cristina Alves Almeida
Carlos Alberto Pereira Razões
Ricardo Alexandre Santos da Silva

Conselho Fiscal
Presidente: João António Martins Neves
Secretário: Fernando Assis dos Reis
Relator: Maria Odete Coelho Constantino

A UCATN foi a única entidade...

... a emitir parecer durante a discussão pública:"Também deveria haver uma cláusula que indicasse uma data (um prazo) limite para que as verbas atribuídas fossem entregues às estruturas cujos projectos foram aceites." (ver documento completo neste blog 16.dez)

........................

Município de Torres Novas tem novo regulamento de apoio ao associativismo
O apoio ao associativismo rege-se agora por novas normas. Prazos, critérios e obrigações estão definidos no regulamento municipal aprovado pela assembleia municipal na segunda-feira, com as abstenções da CDU, que critica o facto de a Câmara não ter também penalizações caso não cumpra o calendário de pagamentos. O documento distingue agora apoios às actividades regulares, pontuais ou ao investimento.

A Assembleia Municipal de Torres Novas aprovou na segunda-feira, 3 de Janeiro, o novo Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo. As únicas abstenções vieram dos eleitos da CDU que afirmaram ter dúvidas em relação a 40 por cento do documento apresentado.

O regulamento em questão foi elaborado visando, essencialmente, a definição de critérios justos para a distribuição de apoios entre as associações existentes no concelho. O documento define o âmbito de aplicação dos apoios, critérios de exclusão, obrigações decorrentes dos apoios atribuídos, princípios de avaliação dos projectos desenvolvidos e os prazos para apresentação de candidaturas aos respectivos apoios. Estes dividem-se agora em apoios às actividades regulares, à carteira municipal de espectáculos e apoio ao investimento, havendo critérios de apreciação de candidaturas distintos para cada um dos sectores.

Ramiro Silva (CDU) começou por elogiar o facto de o termo ”subsídio” ter dado lugar ao termo ”apoio”, já que as associações, defendeu o comunista, substituem-se muitas vezes ao Governo e às autarquias na promoção de actividades, nomeadamente nas zonas rurais do concelho. Ramiro Silva lamentou ainda que se exiga às associações a prestação de contas, quando essa tem que ser feita a associados e não à autarquia. O eleito pela CDU sugeriu ainda que às associações de dança, música e folclore, patentes no regulamento, se acrescentem outras como o cinema e os audiovisuais, a título exemplificativo, de modo a não ser tão limitativo. A CDU criticou ainda a limitação de apoios a associações com menos de um ano de actividade, lembrando que é na fase inicial que as associações de mais apoio precisam e lamentando que desta forma se castrem novas associações.

Ramiro Silva sugeriu ainda que a apresentação das candidaturas aconteça não em Novembro, conforme estipulado, mas de acordo com as especificidades de cada associação, nomeadamente de acordo com o início das épocas de cada uma das associações. Pegando nas exigências feitas às colectividades como contrapartida do apoio que recebem, o vogal da CDU sugeriu ainda que também houvesse uma cláusula que preveja a punição da Câmara em caso de incumprimento dos pagamentos devidos. A possibilidade, prevista no regulamento, de a Câmara deliberar ainda caso a caso, mesmo havendo um regulamento que gere as regras de atribuição de apoios, mereceu igualmente as dúvidas da CDU.

António Gomes, do Bloco de Esquerda, criticou igualmente a limitação dos apoios a associações com mais de um ano de actividade e pediu alguma abertura da parte da Câmara, para que os grupos de jovens se possam aventurar no associativismo.

Já Fernando Zuzarte Reis (PS) concorda com a limitação imposta pela Câmara, defendendo que a Câmara não tem que estar a apoiar associações que depois podem nem vingar. Henrique Reis, presidente da Junta da Freguesia da Chancelaria, mostrou-se mais preocupado foi com o cumprimento do pagamento das verbas prometidas: ”Preocupa-me o pagamento das comparticipações. É sabida a dificuldade com que se deparam as associações quando lhes são atribuídas verbas que depois demoram a chegar”, atirou o também presidente da concelhia social-democrata.

Pedro Ferreira, vice-presidente da Câmara Municipal, justificou o atraso nos pagamentos de subsídios a colectividades com a necessidade de pagar primeiro as obras comparticipadas pelo QREN. A Ramiro Silva, o vice-presidente respondeu dizendo que seguem as regras das instituições públicas que concedem apoios.

O documento, apesar das dúvidas levantadas, foi ao encontro das preocupações da maioria da assembleia, que aprovou o regulamento com 31 votos a favor e apenas três abstenções da CDU. Tal como previsto no documento, deverá seguir-se agora a realização de acções de formação junto das colectividades locais sobre as modalidades de apoio.

Por: Inês Vidal (Jornal Torrejano)

05 janeiro 2011

Homenagem a um dos fundadores



Do programa consta a homenagem a um dos fundadores, Francisco Canais Rocha, largada de pombos, momentos de poesia, música e media.



Ter um amigo
é maravilhoso.

Ser amigo de alguém
ainda melhor;
é como recordar
e sentir o Sol a brilhar.

Um amigo é alguém
com quem se está bem.

Mas um amigo
é muito mais do que isso!
É alguém que pensa em ti
quando não estás aqui.

Nunca se está realmente só
quando se tem um amigo.

Amigo é uma palavra bonita.

É quase
a melhor palavra!


Leif Kristiansson
(tradução de Sofia de Mello Bryner Andersson)


NOTA: Este poema e, literalmente as suas palavras, é válido para todos os companheiros dirigentes do Movimento Associativo Popular

Festejar os Reis, na AGIR

03 janeiro 2011

Menina do Zona Alta que representou Portugal no Europeu de Corta-Mato



Catarina Carvalho nasceu em Leiria, foi registada na Marinha Grande, mas veio muito nova para Torres Novas, sentindo-se por isso torrejana de gema. É a menina bonita do atletismo da União Desportiva e Recreativa da Zona Alta de Torres Novas. A sua recente internacionalização, a boa prestação e o título nacional nos três mil metros obstáculos mostram que se está na presença de uma grande esperança para o atletismo nacional.



Com que idade descobriu a sua vocação para o desporto?
Parece que nasci com vocação para correr e saltar. Em criança, bem pequena, a minha mãe costumava dizer que parecia uma abelha que andava sempre a zunir de um lado para o outro. Adorava correr e saltar.

Oficialmente começou a praticar a modalidade com que idade?
Aos 12 anos fui com a minha mãe para o Algarve, e na escola comecei a correr no desporto escolar e aí fiquei com a certeza de que queria ser atleta.

Que provas fazia então?
Comecei logo por fazer provas de estrada e de corta-mato. Na escola fazia um pouco de tudo.

No meio de tudo isso onde é que se sente melhor? Na estrada, no corta-mato ou na pista?
Gosto muito de corta-mato. Mas gosto muito de pista, principalmente dos três mil metros obstáculos.

Quando é que os resultados começaram a aparecer?
Começaram logo à partida, na escola era uma crónica vencedora e depois nos iniciados, juvenis e agora juniores fui sempre uma das melhores atletas a nível distrital, regional e nacional.

São esses bons resultados que a entusiasmam a continuar a acalentar a vontade de vingar no atletismo ao mais alto nível?
Sem dúvida que sim. Para qualquer atleta que comece cedo e os resultados apareçam é sempre uma motivação extra para continuarmos a crescer e a lutar por melhores resultados.

“Já tive convites para sair para um clube de maior dimensão”

Todos os grandes atletas que têm aparecido no Ribatejo acabam por ir para os grandes clubes. Já teve algum convite para isso?
Já houve algumas abordagens. Mas é aqui no Zona Alta que me sinto bem e os convites não foram de tal modo aliciantes que me dessem a volta à cabeça e me fizessem sair desta família que é o atletismo do Zona Alta.

Quer dizer que não há dinheiro mas há amizade e acompanhamento?
Muita amizade mesmo. O acompanhamento por parte dos dirigentes e treinadores é impecável, a amizade estende-se a todos os atletas. Somos como irmãos que nas provas se incentivam uns aos outros, e no final quer obtenhamos uma boa ou má classificação não há recriminações, nem deixa de haver amizade. Num clube de outra dimensão as coisas já são bem diferentes o que conta são os resultados.

Quer dizer que ainda não pensou seriamente em ir para outro clube?
Já pensei. Mas reflecti e tenho a certeza que não vou ser tão acarinhada como sou aqui no Zona Alta. Para sair do clube em que somos formados e onde já crescemos um bocado é preciso pensar o passo que vamos dar e vermos que vamos estar bem. Se não dei esse passo é porque senti que não estava preparada para o dar.

Mas com a sua mãe desempregada, também é verdade que tem que começar a pensar em tirar alguma vantagem financeira do atletismo. E no Zona Alta nunca pode pensar nisso.
Eu sei que é assim, que o Zona Alta não me pode pagar nada. Mas também garanto que não vou sair daqui porque não me dão dinheiro. O dinheiro pode ser importante, mas não é tudo, a ajuda e o acompanhamento que fazem, a preocupação que têm em saber se o atleta está mal e porquê, o apoio que dão quando precisamos ajudam-nos a entender que o dinheiro não é tudo.

O desenvolvimento da alta competição em Portugal está ao nível dos outros países?
É uma pergunta difícil! Competi algumas vezes com atletas de outros países e à partida parecia que eram muito melhores que nós. Mas depois cheguei à conclusão que o que elas têm são outras condições que nós não temos.

Já tem o estatuto de atleta de alta competição?
Já tenho o estatuto desde o ano passado. Mas não recebo nada por isso. E sei que as regras mudaram e agora são os tempos e as prestações que tivermos que nas provas internacionais, principalmente lugares no pódio, que contam para a atribuição de bolsas.

Lugares no pódio que Catarina Carvalho procura sempre?
Sim essa é uma ambição minha e de qualquer atleta.

Tem consciência de que é uma das melhores atletas da categoria de júnior?
Sei o que valho, mas ser uma das melhores é sempre subjectivo.

Mas nos campeonatos nacionais e agora na selecção demonstrou que é realmente das melhores?
Sim é verdade, e vou sempre lutar para ser cada vez melhor. Na selecção fui a segunda portuguesa, mas agora sinto que podia ter feito melhor, tomei algumas precauções, corri de trás para a frente e sinto que podia ter chegado um pouco mais à frente.

Foi a falta de experiência que falou mais alto?
Foi. Temos que ver que foi um corta-mato em que não estamos habituadas a partir da forma como é feita. Temos mesmo que partir bem para conseguirmos chegar logo aos lugares da frente. Na altura parti mal e fiquei um pouco para trás e foi difícil recuperar.

Esta chamada à selecção foi o momento alto da sua carreira?
Sem dúvida que sim. Lutei muito para conseguir ser chamada, e quando fui seleccionada foi uma alegria indescritível. Treinei muito para o conseguir, foi um grande prémio.

Agora vai ser mais fácil voltar a representar Portugal?
Não sei. Quem decide é o seleccionador.

Mas o resultado foi bom, mostrou que é uma boa atleta e que podem contar consigo?
Sempre disse que no dia em que fosse à selecção era para dar o meu melhor, e que era para representar a equipa, não ia lutar por um lugar individual. E foi isso que fiz.

O que é que sentiu na altura da prova?
Estávamos todas muito nervosas e ansiosas, mas logo que foi dada a partida tudo passou. O nosso único pensamento era chegar ao fim no melhor lugar possível.

No meio disto tudo qual é a sua prova favorita em pista?
São os três mil metros obstáculos. É uma prova diferente, é correr e saltar. Não é uma prova saturante, é sempre diferente e tem a vala de água, adoro saltar na vala, é uma sensação diferente, é lindo.

O atletismo é o desporto dos pobres?
No que diz respeito a lucros é.

É preciso menos dinheiro para pôr um atleta a praticar atletismo?
É verdade. Para começar umas sapatilhas, uns calções e uma camisola chegam. Mas não se pode ver o atletismo só nesse prisma. Um atleta para atingir um elevado nível competitivo precisa de ganhar dinheiro.

E lesões?
Felizmente nunca tive qualquer lesão. Só fui ao fisioterapeuta antes da ida à selecção e foi para uma massagem para estar mais leve.

Quantas horas treina por dia?
Depende do treino que o treinador me dá para fazer. Posso treinar uma ou duas vezes por dia. Será uma média entre duas ou três horas por dia.

Qual tem sido a importância do treinador, Nelson Silva, e do dirigente Raul Santos na sua carreira?
Tem sido decisiva. O meu treinador é mais do que isso, é também um grande amigo, que mesmo quando discute connosco o faz com amizade. O professor Raul é aquele amigo que está sempre ao nosso lado. É o amigo de toda a hora, que está sempre presente.

A sua internacionalização já foi reconhecida pela Associação de Atletismo de Santarém?
Até hoje não recebi qualquer palavra de incentivo da associação. Mas sei que a Associação só dá importância aos atletas das provas técnicas. Os atletas de fundo e meio fundo, são praticamente ignorados. Mas não estou preocupada com isso, quero continuar a trabalhar com vontade para ser uma atleta de nível nacional e internacional.

Mas reconhece que merecia uma palavra de incentivo?
É claro que sim. Todos nós gostamos de ver o nosso trabalho reconhecido. Mas ligo mais aos meus objectivos e a quem me apoia, quem está sempre ao meu lado, do que a quem não quer reconhecer o trabalho que se faz nestes pequenos clubes.

A Câmara Municipal de Torres Novas já lhe deu os parabéns?
A Câmara de Torres Novas não nos liga nenhuma. Ainda não percebi porque é que a autarquia nos ignora. Temos excelentes resultados, levamos o nome da cidade a todo o país e nem sequer temos uma pista para treinar. Nem somos muito exigentes, só pedimos uma pista que sirva para treinos, mas chego a pensar que os responsáveis nem sequer se apercebem dos resultados que fazemos.

A sua ida à selecção foi olvidada?
Ninguém na câmara reconhece o nosso valor.

Quais são os seus objectivos a curto prazo?
Vou treinar com afinco para fazer um bom Campeonato Nacional de Corta-Mato para ser seleccionada para ir ao Mundial de Corta-Mato, que se disputa em Abril.

Um bom campeonato nacional é vencer?
Não é vencer. Mas essa é uma ambição que tenho e é exequível. Conheço bem as minhas adversárias, que são também grandes amigas, e já conversámos todas sobre o campeonato e a nossa vontade é a de lutarmos todos pela vitória.

“Sou muito caseira e o atletismo é a minha vida”
Catarina Carvalho nasceu em Leiria, em 1992, foi registada na Marinha Grande onde viviam os seus familiares. Veio para Torres Novas muito nova, por isso a sua vida é feita na pequena aldeia da Meia Via, terra que a adoptou e aos seus familiares.

Como é a Catarina Carvalho na vida particular?
Sou uma pessoa simples, amiga do meu amigo, luto por aquilo que entendo ser o melhor para mim e para os meus. Adoro ajudar a minha mãe e tomar conta do meu irmão. Não gosto de intrigas e abomino a desonestidade.

Como gere o seu dia a dia?
É muito simples. Sou muito caseira e o atletismo é a minha vida. Neste momento é treino, uma ou duas vezes por dia, e ajudar a minha mãe na lida da casa.

Tem para isso o apoio da sua família?
O apoio da minha família tem sido incondicional. É muito bom. A importância desse apoio é diferente daquele que nos é dado pelo treinador e pelos dirigentes e mesmo dos colegas. Sentir-mos o apoio das pessoas que nos criaram, que nos deram amor é fundamental para nos ajudar a fazer os sacrifícios que precisamos de fazer.

A sua mãe e os seus avós costumam acompanhar as suas provas?
A minha mãe vai sempre que pode, o trabalho nem sempre permite a sua deslocação. Agora em Albufeira foi uma grande alegria vê-la entre a assistência. O meu avô é mais difícil mas de vez em quanto vai ver. Mas conto sempre com o seu apoio e quando chego já sabem o meu resultado.

E os estudos?
Os estudos estão parados. Fiz o nono ano e parei. Mas agora já cheguei à conclusão de que tenho que voltar. Para o ano vou tentar fazer o décimo ano.

A paragem foi para se dedicar mais ao atletismo?
Foi também um pouco para isso. Mas não foi tudo, estava um bocado desmotivada e resolvi parar.

Se for possível tirar um curso, já pensou qual?
Se puder quero ficar ligada ao desporto. Quero ajudar os mais novos a conseguirem ser bons atletas. Quero ter a alegria de continuar ou ajudar a praticar desporto.

E tempo para outras coisas boas da vida? Namorar, ir a uma discoteca, estar com os amigos?
O importante é gostarmos mesmo daquilo que fazemos. Porque de resto conseguimos arranjar tempo para tudo. Não tenho namorado. Mas sempre que posso, e não me prejudica o atletismo, saio um pouco com os amigos, mas a maior parte do tempo passo-o em casa, gosto de ver os desenhos animados na televisão. Gosto muito de estar em casa.

E casar e ser mãe?
Não quero casar! Namorar também não namoro. Neste momento não penso muito numa vida familiar própria. A minha vida é o atletismo.
(in Mirante)