11 dezembro 2011

Centro de Bem Estar Social da Zona Alta procura voluntários

"Dar Vida aos Anos" é o nome do projecto de voluntariado que o Centro de Bem Estar Social da Zona Alta de Torres Novas se encontra a promover e para o qual está disponível para receber inscrições de voluntários. O objectivo da iniciativa, que conta com o apoio da Acção Social das Paróquias de Torres Novas, passa por ajudar a população mais envelhecida da comunidade, combatendo a problemática da solidão na velhice. Deste modo, cada voluntário deve visitar, pelo menos duas vezes por semana, sempre os mesmos idosos, fazendo-lhes companhia e apoiando-os em pequenas tarefas. Este trabalho será orientado e monitorizado por técnicos do Centro de Bem Estar Social da Zona Alta. O recrutamento dos voluntários arranca em Janeiro, mês no qual os voluntários recebem formação para começarem o seu trabalho de voluntariado em Fevereiro. As inscrições podem ser feitas através dos telefones 249 839 130 ou 913824017.

UCATN esteve presente no Conselho Nacional da CPCCRD


Jantar de Natal da U D R ZONA ALTA


A UDR ZONA ALTA organiza o jantar de natal, no dia 17 de Dezembro, pelas 20 horas, no salão do Clube de Campismo Torrejano.


As inscrições estão abertas na sede da Colectividade até ao dia 14 de Dezembro

No Casal Sentista, domingo, 11 de dezembro

Festa de Natal da AGIR

08 dezembro 2011

E também muitos êxitos!

Opinião

Os dirigentes associativos em causa
Os «carolas», ou seja, dirigentes associativos desportivos voluntários são, de facto, parceiros sociais em corpo inteiro. Esse estatuto é muito pouco reconhecido pela «sociedade civil», mas ainda o é menos pelos organismos públicos. Esta situação deve-se, na sua maior parte, à atitude dos últimos que não têm capacidade para aceitar que o dirigente voluntário é um «contestatário» por natureza. Todavia, o próprio Movimento Associativo deve ser, também, responsabilizado por esta situação, na medida em que não tem conseguido afirmar-se como grupo social activo dentro de uma sociedade que vive a democracia com visível dificuldade devido à sua história recente. Não podem restar dúvidas de que o peso do passado, em que tal organização só era viável dentro do quadro definido pelo regime salazarista, explica, ou pode explicar, pelo menos, parte da situação actual.

Seja como for, a dimensão humanizadora da acção do «carola» impõe que a sua acção seja permanente reformulada, acompanhando as transformações da sociedade global. O facto de serem os elementos estruturadores da sociabilidade do seu clube, tendo como elementos fundamentais a responsabilidade, a criatividade e a solidariedade, impõe que se constituam como o centro de um processo dinâmico de adaptação às necessidades dos seus sócios, que, por natureza, se alteram constantemente. Ora, esta atitude, não tem surgido e isso provoca graves consequências.

É certo que este processo de reformulação permanente, impõe uma concomitante alteração na situação e no próprio estatuto do «carola». A referência ao passado é importante, mas não pode continuar a constituir o elemento estruturador do seu projecto. Este deve «colar-se» à realidade e é esta que imporá a trajectória mais correcta, desde que devidamente estudada mas, como é evidente, esta nova atitude não pode ser levada à prática sem que a própria sociedade olhe o dirigente desportivo voluntário com outros olhos (o que nos faz cair num círculo vicioso que tem de ser quebrado pela afirmação do próprio Movimento Associativo).

A falta de compreensão desta situação constitui um dos factores determinantes da crise do dirigismo desportivo voluntário. Quando a consciência desta situação se tiver estruturado com solidez a atitude do dirigente alterar-se-á, particularmente em relação ao Estado.

Nesta altura será possível pensar na correcção progressiva de alguns dos aspectos essenciais que caracterizam a situação actual do dirigente, em especial daquele que actua e é originário dos meios populares. Estamos, assim, ou parece que estamos, perante um processo de «causalidade circular», ou, dito em bom português, trata-se de saber o que surgiu primeiro, se o ovo, se a galinha; o dirigente não actua de nova forma porque não tem condições. Logo não se impõe e não reivindica o novo estatuto a que tem direito. Como não reivindica e não impõe o seu trabalho, a sociedade não lhe fornece as condições e sem estas...etc.

Para se impor e afirmar o seu trabalho, o dirigente desportivo voluntário tem de corrigir alguns daqueles aspectos:

- tem de abandonar uma atitude individualista, fechando o seu clube sobre si mesmo;
- deve promover uma autêntica vida democrática e abandonar um «caciquismo» que caracteriza muitos deles;

- deve entender-se a si próprio como elemento criativo essencial, em lugar de se posicionar como simples consumidor da actividade desportiva ou, o que é pior, como estruturador de uma atitude consumista dentro do seu próprio clube [a difícil compreensão deste processo constitui um dos sérios obstáculos à mudança];
tem de repensar com seriedade e realismo qual o papel original que lhe deve caber no interior do Sistema Desportivo Nacional, deixando de copiar acriticamente os modelos de actuação que herdou do passado;

para que isto aconteça não pode continuar a colocar-se na atitude «assistencial» de quem recebe subsídios mediante regras em cuja elaboração não participou e que, de facto, limitam a sua inalienável liberdade, colocando-o ao serviço da política governamental (como é o caso dos célebres contratos – programa);

- isto fará com que os dirigentes rejeitem a sua tradicional posição de voluntários da «penúria», exigindo que seja integralmente reconhecida a sua função em termos sociais, culturais e formativos;

- para que isso aconteça é indispensável que tome plena consciência da função, significado e importância do clube e de qual deve ser o seu papel no processo de democratização do desporto e da própria comunidade em que se insere;

- finalmente, não poderá aceitar uma situação ambígua, que o coloca entre os poderes públicos e a massa associativa, como uma espécie de intermediário entre a política estatal e/ou municipal, e a acção a desenvolver pelo clube.

Nada disto significa que deva rejeitar qualquer tipo de colaboração com os poderes públicos. Pelo contrário: constituindo-se como organismo privado desempenhando uma função de verdadeiro serviço público, delegado pelo Estado, é mesmo indispensável que esta colaboração se estabeleça, mas através de mecanismo de concertação colectiva (pois, em termos individuais, a sua força será nula) e devidamente negociada e avaliada.

A. Mello de Carvalho

07 dezembro 2011

Com as portagens na A23...


... vida mais difícil para as colectividades e associações de Torres Novas e do Médio Tejo.

BOAS FESTAS 2011



Reunião do Conselho Nacional da CPCCRD




CONSELHO NACIONAL DA CPCCRD
(Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto)
10 Dezembro 2011
14 horas, na FIL (Parque das Nações Lisboa)


Discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2012

06 dezembro 2011

05 dezembro 2011

Hoje, 5 de Dezembro



05 de Dezembro
Desde 1985 , a Organizações das Nações Unidas instituiu o dia 5 de dezembro como Dia Internacional do Voluntário.

O objetivo da ONU é fazer com que, ao redor do mundo, sejam promovidas ações de voluntariado em todas as esferas da sociedade.

04 dezembro 2011

PROVA DE AZEITES no PEDROGÃO

Decorreu de 1 a 4 de Dezembro a Iª. Mostra/Prova de azeites do Pedrogão
Várias associações locais estiveram integradas neste evento e no pavilhão anexo à Sociedade Filarmónica muitos outros sabores se fizeram , sentir .
Mel da Serra d' Aire , vinagres aromatizados , múltiplas variedades de bolos e licores, e bastante público fizeram à festa .

Guia de Boas Práticas Associativas

Link do yotube, sobre a apresentação do Guia de Boas Práticas Associativas, em Sacavém no passado dia 29 de Outubro.

(clicar aqui)
https://www.youtube.com/user/CPCCRD?feature=mhee

03 dezembro 2011

LIGA DOS AMIGOS - Novas Instalações




Liga dos Amigos do Hospital inaugurou sede na Quinta da Silvã
A nova casa da Liga dos Amigos do Hospital de Torres Novas é composta por duas fracções num rés-do-chão da rua Padre José Búzio, na Quinta da Silvã. Um espaço é destinado a reuniões de direcção e serviços administrativos e a outra fracção servirá para diversas actividades dos voluntários, como seja a realização de acções de formação.
”Esta solução começou a ser pensada quando não tínhamos outra alternativa”, disse ao JT Videira da Silva, membro da direcção da Liga. De acordo com o responsável, a câmara de Torres Novas deu um prazo de uma semana para que deixassem a sede (num edifício junto ao antigo hospital), uma vez que as obras de remodelação do Convento do Carmo estarão para começar em breve. ”A alternativa que nos foi dada era partilhar a sede dos Dadores de Sangue, mas não se chegou a um entendimento”, continuou Videira da Silva, que disse que o investimento da Liga neste processo de aquisição dos novos espaços é de ”dezenas de milhares de euros”. Segundo disse, mais de metade está pago, tendo a remanescente verba sido emprestada pelo banco. ”É uma mais-valia para a Liga e acrescenta património”, sublinhou.

Para Manuel Ligeiro, dirigente da Liga, este equipamento vem acrescentar ”mais estabilidade ao trabalho da organização, permitindo que a vida da Liga seja organizada de acordo com as suas necessidades”.

Novo projecto em andamento

Já esteve quase de pé mas, uma decisão final da administração do centro hospitalar do Médio Tejo deitou por terra a aspiração da Liga em criar um espaço de venda de lembranças, jornais e outros artigos, no hall principal da unidade de Torres Novas. ”Nas imediações do hospital não há nada e o mais perto que as pessoas têm para comprar lembranças para os doentes que visitam é na Avenida Sá Carneiro (junto à escola Artur Gonçalves)”. Manuel Ligeiro referiu ao JT que o espaço já havia sido cedido e algum material já tinha sido comprado pela Liga, para venda, mas a administração resolveu que necessitava do espaço, lamentou Manuel Ligeiro, que acredita que a nova gestão do centro hospital tem uma visão mais ”favorável” para a actividade do voluntariado nos hospitais. ”Penso que agora está tudo bem encaminhado”, disse confiante.

A Liga tem neste momento cerca de 60 voluntários, estando 14 afectos ao serviço de bar, a sua maior fonte de rendimento.
Por: Élio Batista JT)

02 dezembro 2011

Este sábado, em Riachos

XIX Encontro de Poesia do NAR




Sábado, dia 3 de Dezembro, pelas 21h, realiza-se na “Garagem das Artes” do NAR o XIX Encontro de Poesia.

Florbela Espanca é o poeta em análise neste Encontro, onde serão lidos e comentados os vinte poemas da autora que compõem o “Caderno” de Poesia elaborado para este Encontro.

Para participar nos Encontros de Poesia do NAR não é necessário fazer ou ler poesia, basta gostar de a ouvir.

Apareça!

01 dezembro 2011

Reunião Colectividades / ASAE

Reunião com a ASAE
(Iniciativa da UCATN, com a colaboração da Federação Colectividades do Dist Santarém)

REUNIÕES DE ESCLARECIMENTO com a ASAE
PARA TODAS AS COLECTIVIDADES, DIRIGENTES E ASSOCIADOS

“GUIA DE BOAS PRÁTICAS ASSOCIATIVAS”
Com a presença da responsável da ASAE,
no Distrito de Santarém

15.DEZ.2011
Quinta, 21 horas
TORRES NOVAS
No Auditório do Montepio Na. Sa. Nazaré
(abrange o concelho de Torres Novas)

30 novembro 2011

HOJE às 18 Horas Junte-se À MÚSICA


Música do Conservatório do
Choral Phydellius na Biblioteca

25 novembro 2011

Opinião

As motivações do dirigente desportivo benévolo
Como se justifica a existência de um número significativo de dirigentes desportivos benévolos («carolas»), trabalhando e mantendo vivos os clubes desportivos populares?

Interrogando muitos destes elementos (e aqui está outro campo de investigação demasiado esquecido entre nós) apercebemo-nos de que existem razões distribuídas por um leque alargado, mas com vasta coincidência de caso para caso. Essas razões, afinal constituindo as motivações do dirigente desportivo benévolo, podem agrupar-se, esquematicamente, da seguinte forma:

- antes de tudo, a função social, especialmente dirigida à juventude, com a finalidade de evitar ou de lutar contra a marginalização e todas as consequências que daí advém;

- em segundo lugar, a questão das relações humanas, o diálogo estabelecido com os outros e a riqueza que daí advém para cada um, quer através das experiências novas que só podem ter lugar em grupo, quer do contacto individual;

- em seguida o desejo de fornecer um contributo que leve os outros a sentir uma idêntica necessidade em contribuir para transformar algo que não é conveniente para a vida das camadas populares;

- finalmente, trata-se da integração num processo que possui um sentido, um significado moral, uma concepção de vida.

Este conjunto de quatro motivações centrais é definida através dos resultados de vários estudos, mais ou menos fundamentados, realizados, na sua maioria noutros países. Mas que também se têm aplicado à vida associativa nacional, ainda que de uma forma fragmentada e, quase sempre, incipiente.

Por isso, em torno destas quatro motivações é indispensável realizar uma análise cuidadosa que procure separar o que é expresso verbalmente daquilo que constitui a realidade subjacente ao que é dito. Por exemplo, alguns dirigentes referem-se à sua participação como algo que não deixa de ter parecenças com um benévolo de carácter religioso, de dádiva pessoal, de entrega total. Outros, colocam o acento nas razões afectivas da intervenção social do tipo: «o benévolo é o coração», é a entrega aos outros.

Uma terceira via que se pressente, refere-se a uma dádiva total do indivíduo, acompanhada de um princípio de liberdade, algo que se ama pela sua pureza. Mas tudo isto referido a uma atitude que tem algo de psicologicamente muito duro, na medida em que não é o prazer que se procura, antes possuindo a justificação de um combate que, até certo ponto, pode dar um significado denso à existência de cada um.

Em certos casos esta atitude chega aos extremos de um compromisso total, nitidamente excessivo, porque passa por cima de outras obrigações de vida social e familiar. Trata-se de indivíduos que se entregam profundamente, dispostos a fornecer sempre mais do seu esforço, do seu tempo e do seu dinheiro. O que, como é natural, não deixa de causar uma profunda decepção pois, ao fim de algum tempo, descobrem que não se recebe proporcionalmente, da parte das outras pessoas, aquilo que delas esperam minimamente.

Noutros casos, mas também de forma generalizada em relação a cada dirigente, parece subsistir uma atitude pouco consistente perante a realidade. Há, por isso, dirigentes que vogam como que perdidos no universo do associativismo, à procura de uma linha condutora. Normalmente colocam-se numa atitude de puro espírito assistencial, exigindo dos poderes públicos apoios para actividades cujo significado é duvidoso. Acontece muito frequentemente em relação ao Poder Local que o dirigente «exige» sem «reivindicar», ao mesmo tempo que é incapaz de estruturar uma visão global capaz de integrar a acção do município, que deve situar-se na área que não é «coberta» nem pelo clube, nem pela escola, e a acção específica do clube subordinado a um projecto em que deve sobressair a sua rendibilidade social.

No caso do desporto popular e dos seus dirigentes, o que está em causa, diferentemente de outras situações, é a relação que se parece estabelecer entre a história e o social. Esta interpenetração, cuja evolução nos parece extremamente difícil ver com a necessária clareza, parece, contudo, ser a razão de uma entrega individual, mergulhada no anonimato e nas dificuldades quotidianamente vividas.

Seja como for, entre «o novo» e «o antigo» parecem estabelecer-se novas pontes de ligação, que demonstram existir novas aspirações e novas necessidades expressas pelos dirigentes actuais. Esta nova atitude está na origem de um processo reivindicativo que continua as tradições do passado, mas assume formas mais adaptadas ao presente. Assim, entre o universo nebuloso das motivações e as novas atitudes, desenha-se uma consciência crítica mais arguta e exigente. É ela que estrutura a acção futura do antigo «carola», hoje dirigente desportivo benévolo.

A. Melo de Carvalho