17 maio 2012
Caminhada da Espiga, nas Marruas
16 maio 2012
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Em Agosto, em Torres Novas
12 maio 2012
10 maio 2012
ATLETISMO da ZONA ALTA * GRANDE PRÉMIO DE Stº ANTÓNIO 2012 *
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09 maio 2012
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03 maio 2012
01 maio 2012
Poema de DANIEL FILIPE
Em todas as esquinas da cidade
nas paredes dos bares à porta dos edifícios públicos nas janelas dos autocarros
mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios de aparelhos de rádio e
detergentes na vitrine da pequena loja onde não entra ninguém
no átrio da estação de caminhos de ferro que foi o lar da nossa
esperança de fuga
um cartaz denuncia o nosso amor
Em letras enormes do tamanho do medo da solidão da angústia
um cartaz denuncia que um homem e uma mulher
se encontraram num bar de hotel
numa tarde de chuva
entre zunidos de conversa
e inventaram o amor com carácter de urgência
deixando cair dos ombros o fardo incómodo da monotonia quotidiana
Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração
e fome de ternurae souberam entender-se sem palavras inúteis
Apenas o silêncio A descoberta A estranheza
de um sorriso natural e inesperado
Não saíram de mãos dadas para a humidade diurna
Despediram-se e cada um tomou um rumo diferente
Embora subterraneamente unidos pela invenção conjunta
de um amor subitamente imperativo
Um homem uma mulher um cartaz de denúncia
colado em todas as esquinas da cidade
A rádio já falou A TV anuncia
iminente a captura A policia de costumes avisada
procura os dois amantes nos becos e avenidas
Onde houver uma flor rubra e essencial
é possível que se escondam tremendo a cada batida na porta
fechada para o mundo
É preciso encontrá-los antes que seja tarde
Antes que o exemplo frutifique
Antes que a invenção do amor se processe em cadeia
Há pesadas sanções paras os que auxiliarem os fugitivos
Chamem as tropas aquarteladas na província
convoquem os reservistas os bombeiros os elementos da defesa passiva
Todos
Decrete-se a lei marcial com todas as suas consequências
O perigo justifica-o
Um homem e uma mulher
conheceram-se amaram-se perderam-se no labirinto da cidade
É indispensável encontrá-los dominá-los convencê-losantes que seja demasiado tarde
e a memória da infância nos jardins escondidos
acorde a tolerância no coração das pessoas
Fechem as escolas
Sobretudo protejam as crianças da contaminação
Uma agência comunica que algures ao sul do rio
um menino pediu uma rosa vermelha
e chorou nervosamente porque lha recusaram
Segundo o director da sua escola é um pequeno triste
Inexplicavelmente dado aos longos silêncios e aos choros sem razão
Aplicado no entanto Respeitador da disciplina
Um caso típico de inadaptação congénita disseram os psicólogos
Ainda bem que se revelou a tempo
Vai ser internado
e submetido a um tratamento especial de recuperação
Mas é possível que haja outros. É absoIutamente vitalque o diagnóstico se faça no período primário da doença
E também que se evite o contágio com o homem e a mulher
de que se fala no cartaz colado em todas as esquinas da cidade
Está em jogo o destino da civilização que construímos
o destino das máquinas das bombas de hidrogénio
das normas de discriminação racial
o futuro da estrutura industrial de que nos orgulhamos
a verdade incontroversa das declarações políticas
Procurem os guardas dos antigos universos concentracionários
precisamos da sua experiência onde quer que se escondam
ao temor do castigo
Que todos estejam a postos
Vigilância é a palavra de ordem
Atenção ao homem e à mulher de que se fala nos cartazes
À mais ligeira dúvida não hesitem denunciem
Telefonem à polícia ao comissariado ao Governo Civil
não precisam de dar o nome e a morada
e garante-se que nenhuma perseguição será movida
nos casos em que a denúncia venha a verificar-se falsa
Organizem em cada bairro em cada rua em cada prédio
comissões de vigilância. Está em jogo a cidadeo país a civilização do ocidente
esse homem e essa mulher têm de ser presos
mesmo que para isso tenhamos de recorrer às medidas mais drásticas
Por decisão governamental estão suspensas as liberdades individuais
a inviolabilidade do domicílio o habeas corpus o sigilo da correspondência
Em qualquer parte da cidade um homem e uma mulher amam-se ilegalmente
espreitam a rua pelo intervalo das persianas
beijam-se soluçam baixo e enfrentam a hostilidade nocturna
É preciso encontrá-los
É indispensável descobri-los
Escutem cuidadosamente a todas as portas antes de bater
É possível que cantem
Mas defendam-se de entender a sua voz
Alguém que os escutou
deixou cair as armas e mergulhou nas mãos o rosto banhado de lágrimas
E quando foi interrogado em Tribunal de Guerra
respondeu que a voz e as palavras o faziam feliz
Lhe lembravam a infância
Campos verdes floridos Água simples correndo A brisa nas montanhas
Foi condenado à morte é evidente
É preciso evitar um mal maior
Mas caminhou cantando para o muro da execução
foi necessário amordaçá-lo e mesmo assim desprendia-se dele
um misterioso halo de uma felicidade incorrupta
Impõe-se sistematizar as buscas Não vale a pena procurá-los
nos campos de futebol no silêncio das igrejas nas boîtes com orquestra privativa
Não estarão nunca aí
Procurem-nos nas ruas suburbanas onde nada acontece
A identificação é fácil
Onde estiverem estará também pousado sobre a porta
um pássaro desconhecido e admirávelou florirá na soleira a mancha vegetal de uma flor luminosa
Será então aí
Engatilhem as armas invadam a casa disparem à queima roupa
Um tiro no coração de cada um
Vê-los-ão possivelmente dissolver-se no ar Mas estará completo o esconjuro
e podereis voltar alegremente para junto dos filhos da mulher
Mais ai de vós se sentirdes de súbito o desejo de deixar correr o pranto
Quer dizer que fostes contagiados Que estais também perdidos para nós
É preciso nesse caso ter coragem para desfechar na fronteo tiro indispensável
Não há outra saída A cidade o exige
Se um homem de repente interromper as pesquisas
e perguntar quem é e o que faz ali de armas na mão
já sabeis o que tendes a fazer Matai-o Amigo irmão que seja
matai-o Mesmo que tenha comido à vossa mesa e crescido a vosso lado
matai-o Talvez que ao enquadrá-lo na mira da espingarda
os seus olhos vos fitem com sobre-humana náusea
e deslizem depois numa tristeza líquida
até ao fim da noite Evitai o apelo a prece derradeira
um só golpe mortal misericordioso basta
para impor o silêncio secreto e inviolável
Procurem a mulher e o homem que num bar
de hotel se encontraram numa tarde de chuva
Se tanto for preciso estabeleçam barricadas
senhas salvo-condutos horas de recolher
censura prévia à Imprensa tribunais de excepção
Para bem da cidade do país da cultura
é preciso encontrar o casal fugitivo
que inventou o amor com carácter de urgência
Os jornais da manhã publicam a notícia
de que os viram passar de mãos dadas sorrindo
numa rua serena debruada de acácias
Um velho sem família a testemunha diz
ter sentido de súbito uma estranha paz interior
uma voz desprendendo um cheiro a primavera
o doce bafo quente da adolescência longínqua
No inquérito oficial atónito afirmou
que o homem e a mulher tinham estrelas na fronte
e caminhavam envoltos numa cortina de música
com gestos naturais alheios Crê-seque a situação vai atingir o climax
e a polícia poderá cumprir o seu dever
Um homem uma mulher um cartaz de denúncia
A voz do locutor definitiva nítida
Manchetes cor de sangue no rosto dos jornais
...
29 abril 2012
28 abril 2012
24 abril 2012
25 de Abril de 1974 . Uma das mais belas alvoradas em Portugal
23 abril 2012
VILA DO PAÇO: Muita gente na FESTA das SOPAS
21 abril 2012
19 abril 2012
O Poeta Torrejano do Mês
ABRIL [ António Lúcio Vieira]
Era já alvor a liberdade
Era quase a vida, quase a voz
Era um rio em cheia quase foz
Brandos ventos feitos tempestade
E foi alevantado este meu povo
Gente viva, erguida agigantada
Era um tempo velho feito novo
Tempo aceso luz na alvorada
Aí nasceu esta ânsia de nascer
De novo neste chão por amanhar
Chão regado a pranto e a sofrer
Chão de medos, chão de tanto esperar
E das noites algemadas de morrer
E das horas avisadas de acordar
Que eu sou do povo que então quis saber
Quanto de si o povo sabe dar
E sou também desta terra feita
De cravos, de soldados e canções
Da pátria onde me deito e onde se deita
A giesta que moldou mil gerações
E sou o filho e sou também irmão
Dessa gente que já vive na memória
Sou da noite de escrever libertação
Com a pena do poeta coração
E as musas de inventar a nova história
No sangue e no fio de uma espada
Esperança tanto sonho embainhada
Olhos tanta noite a vigiar
E as lágrimas que correram tanto mar
E as vozes que rasgaram tanta estrada
E as armas onde a flor se viu plantada
Não eram mais as armas de matar
Que o povo tem no peito e na raiz
A seiva da floresta libertada
Aqui e era Abril e era amar
Estava a renascer o meu país
Quando se alvorou a madrugada
Vila do Paço: festa das sopas é no domingo

A Sociedade Filarmónica de Paço realiza no domingo a já habitual festa da sopa. Estarão disponíveis 40 sopas diferentes, nesta que já é a 11.ª edição. Haverá ainda artesanato, doçaria regional (sem faltar o tradicional bolo de cabeça) e animação musical com o ”Trio de Arromba”. A organização conta ainda ter presente Filipa Vacondeus e um representante do Chefe Silva, bem como uma animadora da ABC Rádio, de Ourém. A festa das sopas da aldeia inicia-se às 13 horas.
18 abril 2012
Meiaviense comemora o 25 de Abril

Comemorações 25 de Abril
17 abril 2012
10 abril 2012
07 abril 2012
Prorrogação de prazo do Sub Programa 3 do PRODER
Os Pedidos de Apoio, deverão ser entregues presencialmente até dia 30 de Abril de 2012, na sede da ADIRN no horário de funcionamento da associação - 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.
Jorge Rodrigues
Coordenador
ADIRN - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte
06 abril 2012
PASSEIO CICLOTURISMO 2012 - Pena e Casal da pena

PASSEIO CICLOTORISMO 2012
Data: 22 de Abril (Domingo).
Concentração: 8hOO/8h30.
Partida: 9hOO.
Início do percurso: Largo da Capela - Pena.
Fim do percurso: Moinhos da Serra.
O Centro Cultural e Recreativo da Pena e Casal da Pena vai levar a efeito o já tradicional passeio de CI-CLOTURISMO no próximo dia 22 de Abril de 2012, com o seguinte itinerário:
Percurso: Pena, Charruada, Assentis, Moreiras Grandes - zona Associação -, Cruz de Pedra, Outeiro Grande, Rendufas, Mata, Pafarrão, Chancelaria, Re-xaldia, Pena, Portela da Pena - Moinhos.
- As inscrições estão abertas a fazem-se no BAR do Centro, através da Equipa de Serviço - Data limite: 15/04/2012.
O almoço é livre - no local do encontro, junto aos "nossos" MOINHOS. Tal como vem sendo habitual. sugerimos um almoço tipo - farnel a partilhar com os familiares e amigos .
MAIS DESPORTO É MAIS SAÚDE
05 abril 2012
FESTIVAL de ACORDEÃO
Dia 21 de ABRIL pelas 20 Horas
13 Acordeonistas a abrilhantar este festival
JANTAR E BAILE !
Vamos à BROGUEIRA !
04 abril 2012
CONCERTO DE PÁSCOA da BOT No Hospital Rainha Stª. Isabel
Compareça . A entrada é livre !























